Curso 02 · Dinheiro real
Contas da casa com renda irregular
Um método sem planilha obrigatória para quem não recebe o mesmo valor nem na mesma data — especialmente quando um bebê muda despesas, tempo e trabalho.
- Formato
- 4 aulas, no seu ritmo
- Tempo de leitura
- 40 minutos
- Você termina com
- um orçamento de sobrevivência, um calendário e uma regra para extras
- Privacidade
- Nada é digitado ou enviado
Nossa posição
Este curso não é neutro sobre o que pesa na sua vida.
Orçamento não é castigo por gastar; é uma forma de dar nome à instabilidade. O Banco Central recomenda olhar receitas, despesas e histórico. A partir disso, a Da Mainha propõe uma regra prática: renda que quase sempre entra, contas vitais e decisões antecipadas.
Caso hipotético contínuo
Quatro semanas em que o total quase esconde o aperto
Todos os valores e a pessoa são inventados. O exemplo serve para mostrar cálculo, consequência e limite; não descreve uma família e não recomenda cortes, crédito ou proporções universais.
- Entradas líquidas dos três meses anteriores: R$ 1.700, R$ 1.450 e R$ 2.100.
- Contas e necessidades vitais estimadas para o próximo ciclo: R$ 1.690.
- Entradas que de fato chegam no mês do exemplo: R$ 800, R$ 250, R$ 150 e R$ 500, uma em cada semana.
- A pessoa começa sem sobra do mês anterior. O método precisa mostrar o buraco; não pode inventar reserva.
Encontre o chão · 1 de 4
Pare de orçar com o seu melhor mês
O melhor mês anima; o Piso de Renda Da Mainha cria uma referência conservadora.
Quem recebe por venda, diária ou serviço costuma lembrar da entrada bruta e esquecer os custos do trabalho. Comece pelo que realmente ficou disponível.
Esta é uma recomendação editorial, não regra do Banco Central: olhe três a seis meses e encontre uma faixa conservadora. Se a renda é nova, use apenas entradas já recebidas.
Descubra seu chão, não seu teto
- Anote entradas líquidas dos últimos meses.
- Circule os dois menores valores.
- Escolha um piso provisório e revise em 30 dias.
Meu piso provisório é R$ ______. Não é previsão; é referência conservadora baseada em ______.
Compare consequências · 2 de 4
Proteja primeiro o que mantém a casa funcionando
“Corte tudo” é conselho preguiçoso quando quase tudo já é essencial.
Separe despesas em casa funcionando, cuidado, geração de renda e compromissos financeiros. Fralda é cuidado; internet pode ser trabalho; transporte pode estar nos dois.
Pergunte o que acontece nos próximos sete dias se não pagar. A consequência ordena sem moralizar.
Faça o mapa das consequências
- Liste contas, valor aproximado e data.
- Escreva a consequência concreta do atraso.
- Marque as três que sustentam moradia, comida, saúde, cuidado ou trabalho.
Desenhe a semana · 3 de 4
Transforme vencimentos em calendário de fôlego
Uma conta pode caber no mês e ainda quebrar a semana errada.
Desenhe quatro semanas e posicione entradas prováveis e vencimentos. Assim, o gargalo aparece antes de chegar.
Quando puder negociar vencimento, aproxime-o das entradas mais previsíveis — do histórico, não de promessas.
Desenhe quatro caixas
- Divida uma folha em quatro semanas.
- Posicione contas fixas e entradas prováveis.
- Circule a semana apertada e escolha uma data a consultar.
Decida antes · 4 de 4
Dê trabalho ao dinheiro extra antes que ele chegue
Entrada extra sem destino é engolida pela urgência mais barulhenta.
Crie uma regra para tudo que ultrapassar o piso: recompor o vital, preparar o próximo mês e atender uma necessidade adiada. As proporções são suas; o método é decidir antes.
Reserva pequena não é fracasso. Comprar alguns dias de fôlego já melhora a decisão seguinte.
Escreva sua regra de três destinos
- Escolha a prioridade incompleta.
- Separe um valor pequeno para o próximo ciclo.
- Defina o destino do restante sem culpa.
Acima de R$ ______: primeiro ______; depois R$ ______ para o próximo ciclo; o restante vai para ______.
Artefato final
Orçamento de sobrevivência em uma página
O exemplo está preenchido para mostrar o raciocínio. A coluna em branco é para copiar fora do site; nenhum valor é digitado aqui.
Piso provisório
No exemplo: R$ 1.450, baseado nos três últimos meses
Meu piso e a base observada:
Base vital
No exemplo: R$ 1.690; diferença de –R$ 240
O que mantém casa, cuidado e trabalho; diferença para o piso:
Semana-gargalo
No exemplo: Semanas 2 e 3; falta máxima de R$ 200
Semana e valor aproximado a antecipar:
Consequência prioritária
No exemplo: Moradia e alimentação não podem esperar; vencimento de energia será consultado
O que acontece primeiro e qual alternativa confirmar:
Regra do extra
No exemplo: Vital até R$ 240 → próximo ciclo → necessidade adiada
Minha ordem, sem prometer proporção:
Data de revisão
No exemplo: Em 30 dias ou se renda/cuidado mudar antes
Quando refazer com valores já recebidos:
Quando o método não cabe
- A renda começou agora e não há três meses de histórico.
- Use somente entradas já recebidas, construa um piso provisório menor e revise cedo; não transforme promessa de trabalho em receita.
- O piso não cobre moradia, alimentação e cuidado.
- Nomeie o déficit. Procure negociação, rede e serviços disponíveis; o orçamento não deve culpabilizar nem esconder falta de renda.
- Há dívida cara ou cobrança com risco jurídico.
- O curso não prioriza contratos individuais. Busque orientação financeira ou jurídica apropriada e preserve necessidades básicas na análise.
- Outra pessoa controla toda a renda.
- Falta de acesso e segurança muda a tarefa. Procure apoio seguro; não trate o problema apenas como planilha.
Teste de conclusão
- O piso usa dinheiro já recebido, não o melhor mês nem promessa futura.
- O que é vital foi definido por consequência, não vergonha.
- A semana-gargalo aparece antes de o saldo ficar negativo.
- A regra do extra não promete o mesmo dinheiro para vários destinos.
Fim do curso
Feito vale mais que perfeito.
Não guardamos progresso e não existe prova. Se uma única aula deixou o próximo passo mais leve, o curso já cumpriu seu papel.
Imagem editorial criada digitalmente.